sábado, 5 de dezembro de 2009

Alejandro

Don't wanna kiss, don't wanna touch
Just smoke my cigarette and run
Don't call my name
Don't call my name, ...





Posso só dizer, que este é o post 900? :)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Copo vazio, janela fechada

'«Até agora achava que tinhas sido a minha maior loucura de amor. Hoje penso que amar-te é que foi a minha maior loucura.»

Mais um dia, mais um copo de água vazio na mesinha-de-cabeceira. talvez hoje fosse um bom dia para limpar o pó e varrer desta casa as tuas pegadas e quem sabe algum fio de cabelo teu preso a algum sofá.
Saio do banho enrolada a uma toalha, disposta a perder uns segundos a ver a vida do outro lado da minha janela. Ninguém parecido a ti, ninguém com o teu andar. Um mundo cheio de pessoas onde eu poderia mergulhar, sem me afogar, como me afogo sempre que penso em ti.
Já me falta o ar - vou desviar o meu pensamento.
Chove muito, quem sabe mais uma boa desculpa para não sair de casa, talvez por ser mais um dia.
- Até quando vou permanecer neste beco vazio, mas com saída? -
Todos nós temos saídas, variadas, mas nem sempre estamos dispostos a lutar por elas. Por isso é que observo da minha janela, porque ainda não quero uma nova hipótese, apesar de já estar ciente de uma coisa... Até agora achava que tinhas sido a minha maior loucura de amor. Hoje penso que amar-te é que foi loucura. No entanto, hoje é mais um dia em que as tuas pegadas caminharão até mim. Mais um dia em que o copo continuará vazio.
Mais um dia em que tento e me rendo.'



Dedicado, sem qualquer conselho no meio, a:
Catarina Carvalho
Rita Luz

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Devaneios de uma ruiva

«Primeiro dia do último mês do ano e já sinto o coração desfeito. Não sei se é ingenuidade ou teimosia o facto de ainda permanecer aqui. Não sei porque ainda acredito no que me dizes. É mentira, não sentes, nem sei então porque dizes o que dizes. Estou aqui, a riscar o meu diário antigo, antigo como tu, de páginas sem cor assim como os teus olhos. Pára. Os meus cabelos ruivos já caiem na almofada sem força para um novo dia. Confusa. Não sei se ainda me fazes bem ou se só me fazes mal. O que me faz bem é o passado e esse não volta, então vou arrumar todas as tuas coisas numa caixa de papelão, vou pô-la a um canto do quarto, que um dia já foi nosso e agora é só meu, meu e das minhas emoções. Vou pegar na minha viola e cantar para chuva, fingir que já não existes em mim, fingir que vai tudo morrer de vez, fingir que tu ainda és a mesma pessoa. Vou fingir que o meu cabelo vermelho ainda vibra com o teu toque, quando já nem sequer me tocas.
Oh, acabou... »


A ruiva vai cantar para a chuva, mas eu, eu vou dizer que a noite de ontem foi qualquer coisa de muito boa e hoje não me apetece estar de mal com a vida então vou lutar por isso :)